they say love is a virtue, don’t they?

The National

Cause you don’t mind seeing yourself in a picture
As long as you look far away, as long as you look removed

O mundo está cheio de bandas cantando letras tristes, sendo depressivas e analisando esse tipo de humor de todas as maneiras possíveis, mas ninguém faz isso da mesma maneira que Matt Berninger, Bryce Dessner, Aaron Dessner, Bryan Devendorf e Scott Devendorf. O The National é provavelmente a minha banda favorita da vida, e isso por algum motivo faz escrever sobre ela ser algo extremamente difícil. Já esbocei mentalmente uns vinte temas de textos sobre a banda desde que me apaixonei por ela anos atrás, mas sempre me vejo preso na hora de materializar estes parágrafos e longas linhas de raciocínio envolvendo o porquê de Slow Show ser uma das melhores músicas já feitas, Boxer  ser um dos discos mais perfeitos da história, a discografia da banda não ter um disco ruim, Matt Berninger ser o melhor letrista da atualidade e por aí vai. Normalmente quando decido falar sobre The National entre amigos acabo por exclamar em voz alta hipérboles sem sentido que pouco explicam sobre a profundidade da música, ou apenas repito trechos de letras mexendo sem parar os braços para mostrar o quão sensacional aquilo é.

Cada disco dos seis já lançados pelo The National (sem contar os formidáveis “Cherry Tree” e “The Virginia EP”) tem um tom diferente, mas a linha comum das letras de Berninger não é nenhum segredo: as decepções, o medo e demais aflições de pessoas que não se destacam na multidão. O cara comum. É o “You get mistaken for strangers by your own friends when you pass them at night under the silvery, silvery citibank light” de “Mistaken For Strangers”; o “When I walk into a room I do not light it up” de “Demons”; o “I was a white girl in a crowd of white girls in the park” de “Pink Rabbits”. O National canta sobre quem se reconhece facilmente nessas histórias, sobre quem sabe que está só em 45% do seu potencial  e até tenta, mas não consegue ser melhor, então continua com seus demônios.

Tão importante quanto o conteúdo dessas letras é a maneira com que elas são tocadas e cantadas. Talvez uma das coisas que mais me fascina no The National é como a depressão aqui não é angustiante, claustrofóbica e pesada; mas sim confortável e acolhedora. As músicas não são cantadas com uma voz sofrida do estilo de Conor Oberst ou suave como Elliott Smith. Não é uma declaração contra os problemas dessas aflições, mas sim uma maneira de encontrar como viver com eles. É triste de uma maneira serena de quem aceitou ser assim. “Sorrow found me when I was young, sorrow waited, sorrow won”. O sentimento aqui não é pra chorar, é mais algo como “ficar olhando para a parede sem pensar em nada por duas horas seguidas”.

Matt Berninger

Entretanto, tudo isso não impede que fique visível várias vezes um certo humor ácido e inteligente de Berninger em cima de toda essa tristeza. As metáforas geniais, a ironia perfeita de músicas como “Conversation 16” ou até mesmo o ativismo político de “Mr. November” (em suas duas eleições, Obama convidou a banda para fazer apresentações na campanha democrata). Um escritor de genialidade equivalente a grandes romancistas, Matt Berninger faz das letras do National algo complexo, difícil de digerir, que às vezes demora até te atingir como um soco no estômago. Seja pela dificuldade das letras ou até mesmo pela simplicidade de algumas, tão cruas, diretas e sinceras que doem. Caso de “About Today”, letra simples de frases curtas, mas de beleza incomparável.

Hey, are you awake
Yeah I’m right here
Well can I ask you about today
How close am I to losing you

Além desse gênio que é o seu vocalista e escritor, o The National é uma banda basicamente perfeita em todos os quesitos. Os gêmeos Aaron e Bryce Dessner são talvez algumas das figuras mais importantes da música alternativa na década, não só pelo trabalho no National, mas como produtores de diversas outras bandas, curadores de festivais, organizadores da coletânea “Dark Was The Night” da 4AD Records e vários outros trabalhos. No National, junto da outra dupla de irmãos Devendorf, eles fazem a orquestra que acompanha a voz de barítono do Sr. Berninger. Com riffs singelos e geniais, produções impecáveis, baterias criativas e imponentes, trechos de piano e até violinos que aparecem durante as músicas para tornar ainda mais incrível o que você acreditava ser perfeito (vide “Cardinal Song”). Não existe banda na atualidade mais completa em suas composições. Até nas companhias o The National se destaca, tendo participações constantes de pessoas do nível de Sufjan Stevens, Annie Clark (St. Vincent), Justin Vernon (Bon Iver) e Sharon Van Etten.

Um dueto quase bonito demais pro coração aguentar.

“Boxer”, o quarto álbum de estúdio da banda, é a grande obra-prima dessa discografia impecável. Perfeito do início ao fim, reunindo certas obras de arte como “Mistaken For Strangers”, “Slow Show” e “Start a War”, o The National reúne nesse disco a junção perfeita de produção de qualidade, letras geniais e instrumental maravilhoso. Dona de uma letra que não possui uma frase não-genial, “Slow Show” é particularmente uma das minhas favoritas. Tenho vontade de abraçar um por um da banda e falar “obrigado por tudo” quando escuto trechos como “so you can put a blue ribbon on my brain”, “I better get my shit together, better gather my shit in. You could drive a car through my head in five minutes, from one side of it to the other”  ou “You know I dreamed about you for twenty-nine years before I saw you”. Essa última sendo tão boa que foi usada pela banda em duas músicas diferentes.

Agora “Trouble Will Find Me”, sexto disco da banda, lançado oficialmente dia 21 de maio, é o mais pessoal de todos do National até hoje. Sucessor do formidável “High Violet”, disco que fez a banda explodir pelo mundo e lotar festivais por onde passa, o álbum possui as letras mais diretas da banda, sem se esconder atrás de metáforas e frases complexas. Introspectivo e sincero, é tão direto que dói. “I Need My Girl” já é pra mim a melhor música do ano, com sua letra linda e riff de guitarra que vai repetindo com sutileza no fundo. “Remember when you lost your shit and drove the car into the garden? You got out and said ‘I’m sorry’ to the vines and no one saw it” na voz de Matt Berninger é de levantar e aplaudir; enquanto “Don’t Swallow The Cap” é uma daquelas músicas que se encaixam perfeitamente na banda, sintetizando boa parte do que já escrevi aqui; e, outro destaque, “Pink Rabbits” que é uma das canções românticas mais bonitas já feitas por eles. “You didn’t see me, I was falling apart. I was the television version of a person with a broken heart”. Nem sei como elogiar esse trecho.

Vou poupar comentários sobre todos os discos da banda, sobre as apresentações ao vivo que não acontecem sem uma garrafa de vinho branco ao lado de Matt, sobre os covers sensacionais feitos e as participações em trilhas de filmes e seriados. Mas, para encerrar, repito como o The National é a banda mais completa que conheço. Uma das mais importantes e viciantes na minha vida, responsável pela trilha sonora de 99% dos estados emocionais que consigo imaginar. Acho que todo mundo precisa de uma banda para cantar sobre a sua vida; a música faz as coisas parecerem mais reais e fáceis de assimilar. Eu encontrei isso no The National e no Smiths (a história desse fica para outra hora). No fim das contas, acredito que o que realmente importa na música, no cinema, na literatura ou em qualquer outra arte é encontrar nela uma maneira de representar o que você não enxerga na vida. Pra mim, a música em geral é um abrigo de representações de felicidade, tristeza etc, e a música desses cinco senhores de Ohio possui um cômodo imenso nele.

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LCD Soundsystem is playing at my house

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Dá pra contar em uma mão quantos anos desde que passei a considerar música eletrônica um dos meus estilos favoritos. Ok, música eletrônica é um termo meio vago, mas beleza, vamos colocar “música eletrônica alternativa”. Provavelmente a banda responsável por iniciar isso foi o LCD Soundsystem e mais precisamente com a música “All My Friends”. Acho que o LCD Soundsystem não está entre as minhas bandas favoritas da vida (embora tenha várias músicas entre as minhas favoritas) e talvez nem seja a minha preferida do gênero, mas tem algo nesse projeto do James Murphy que faz com que tenha um carinho bem especial pela banda.

Primeiro que James Murphy é um cara sensacional. Ele não é um rockstar ou um DJ-tentando-ser-legal-mas-na-realidade-sendo-apenas-babaca-tipo-um-David-Guetta-da-vida, ele é um gordinho que assume ser um cara normal e está feliz com isso. Ele também não é nenhum garoto e isso fica bem na cara nas músicas dele. Murphy criou o LCD Soundsystem quando já estava na casa dos 30 anos de idade e o sucesso da banda só veio alguns anos depois. Colocando de uma forma bem tosca, o som do LCD Soundsystem é a diversão dance-punk de um gordinho com trinta e poucos anos que já desistiu de tentar ser  cool e ao mesmo tempo que tenta fazer algo pra dançar não consegue esconder nas letras essa reflexão sobre a vida de um cara que já passou da fase de ser irresponsável.

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Tudo isso faz das letras dele algo simples sobre pessoas simples, mas é aquela simplicidade tão crua e verdadeira que chega a doer. “Someone Great” é provavelmente uma das músicas mais bonitas que já ouvi e se encaixa perfeitamente nessa descrição anterior. A música vai contando a história de alguém logo após o fim de um relacionamento, mostrando como na realidade nada muda de verdade.

The worst is all the lovely weather,
I’m sad, it’s not raining.
The coffee isn’t even bitter,
Because, what’s the difference?
There’s all the work that needs to be done,
It’s late, for revision.
There’s all the time and all the planning, 
And songs, to be finished.

Posso passar o resto do dia colando trechos de letras dele aqui, mas vou com calma. Dá pra destacar várias outras, como a genial “Losing My Edge” que é o tipo de música que não consigo ver nenhuma outra pessoa no mundo compondo se não James Murphy; a formidável “Home” e sua ode a quem está perdido no mundo; a linda “I Can Change” com sua letra que repete que ele pode mudar se isso for ajudar ela a se apaixonar; e outra da lista de canções mais bonitas que já ouvi, a sensacional “New York, I Love You But You’re Bringing Me Down”.

Todas têm letras lindas vendo por si só, mas quando você conhece um pouco da história de Murphy elas ficam mais incríveis ainda. Assim chego na parte onde falo que resolvi escrever isso aqui porque hoje finalmente assisti ao documentário “Shut Up And Play The Hits”, que acompanha James Murphy desde a semana anterior ao último show da banda, no dia 2 de Abril de 2011. O LCD Soundsystem durou basicamente dez anos, e a questão inicial que passa pelo documentário é o motivo do fim da banda, que ainda estava fazendo muito sucesso, não tinha brigas internas, ninguém estava viciado em drogas ou qualquer outro motivo que faz uma banda acabar. O LCD Soundsystem acabou exatamente pela maturidade de James Murphy, um cara de 41 anos que preferiu encerrar a carreira podendo olhar pra trás e ver bem mais coisas boas do que ruins; um cara que se viu com mais de 40 anos sem uma família, sem uma mulher, sem crianças, e que cheio de dúvidas sobre “e se eu não parar agora? o que vai acontecer daqui pra frente?” preferiu se aposentar. Toda essa situação faz do fim do LCD Soundsystem um reflexo de James Murphy: um cara normal. Foi um fim estranhamente tranquilo, com um último disco lançado, um anúncio feito e um último show realizado, e na manhã seguinte James estava de pijama levando seu buldogue francês pra passear na rua em Nova Iorque. Um cara normal.

Shut-Up-And-Play-The-Hits

Fãs da banda vão gostar muito mais de “Shut Up And Play The Hits”, mas esse é um documentário tão incrível sobre uma banda e sobre uma pessoa numa situação tão estranha que faz dele um filme sensacional para qualquer espectador. É genial ver a semana anterior à apresentação final da banda e como nas suas quase duas horas de filme James não consegue responder a pergunta “quando você começa uma banda você imagina como ela vai terminar?”. E o concerto final no Madison Square Garden é uma das coisas mais sensacionais que já assisti, com um público que vai da euforia às lagrimas em um show de mais de três horas que tem participação até de monstros como o Arcade Fire. Afinal, “if it’s a funeral, let’s have the best funeral ever”.

O LCD Soundsystem é uma dessas histórias interessantes da música, mas não uma história com um grande heroi cheio dos mitos tipo um Ian Curtis ou um Morrissey, é sobre um heroi do cotidiano que quando criança admitia que David Bowie e Lou Reed não eram desse planeta e tudo que você podia fazer era tentar ser parecido com eles, mas nunca ser eles. James Murphy é um desses caras com quem você pode ser igual, mas talvez seja bem isso que faça dele alguém tão único na música.

Por fim, “All My Friends”, a música que fez eu me interessar por essa banda tão boa e que até hoje assumo: é uma das minhas músicas favoritas da vida. Daquelas que posso ouvir cem vezes e em todas vou ter arrepios. Where are your friends tonight?

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Mixtape: I find shelter

It’s just the kind of record that makes sadness feel like somewhere you’d want to stay a few days.

Abraçar a noite, o dia nublado, a tristeza. Aquelas músicas que fazem a tristeza parecer um lugar confortável e acolhedor, onde você pode se abrigar quando quiser.

Mixtape melhor apreciada em dias de chuva ou a noite. Muita música lo-fi, ambient eletronic e instrumental. Só clicar na foto.

sigur ros

Tracklist:
Port St. Willow – Amawalk
XXYYXX – About You
Mount Eerie – Through The Trees Pt. 2
Amiina – Glámur
Balam Acab – Oh Why
Bon Iver – For Emma
Daughter – Medicine
Efterklang – Sedna
Explosions In the Sky – Your Hand In Mine (with strings)
Gem Club – Breakers
Grizzly Bear – Dory
How To Dress Well – Talking To You
James Blake – Measurements
Ólafur Arnalds – This Place Is a Shelter
Sigur Rós – Viðrar Vel Til Loftárása
Sigur Rós – Ekki Múkk
Slow Dancing Society – A Song That Will Help You Remember to Forget
The Antlers – Drift Dive
The Cinematic Orchestra – To Build a Home
The xx – Our Song
Youth Lagoon – Afternoon
Sleep Party People – Chin

Download da mixtape.

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Mixtape: êê verãozão

verão

Ah, o verão. Como eu odeio essa estação. Mas aparentemente é assim que as coisas funcionam e eu moro numa cidade que gosta de imitar um forno durante vários meses do ano. Para tentar escapar disso – ou ver o lado bom das coisas -, lá está o meu querido winamp e suas playlists especiais para todas as situações. A depressão causada pelo suor e os mais de 40 graus até consegue ser controlada quando escuto uma música feliz de verão, daquelas que te fazem lembrar por que o sol é um cara legal, tipo quando estava chovendo e frio durante o festival Planeta Terra no ano passado e o Best Coast tocando fez aparecer um solzinho maroto pra esquentar a galera.

Enfim, é com esse tema que começo hoje a compartilhar aqui o meu hobby de escolher músicas para as situações. Vou dar uma de Charlie em The Perks of Being a Wallflower; uma de Rob Gordon em High Fidelity; vou fazer mixtapes.

Confesso que não parei muito tempo pra pensar nessa seleção, mas assim que é legal. Essas 23 músicas foram selecionadas após uma passagem pelo meu HD, pensando somente em canções gostosas de ouvir, perguntando “essa tem cara de verão?”. Acho que ficou legal. Eu escutaria.

É só clicar no Best Coast aí embaixo e correr pro abraço.
best coast the only place 505diary.blogspot.com (6)

Tracklist:
Acid House Kings – I Write Summer Songs for No Reason
Beach Boys – Wouldn’t it be Nice
Beach Boys – Surfin’ Safari
Belle & Sebastian – A Summer Wasting
Ben Kweller – Penny On the Train Track
BestCoast – Summer Mood
BestCoast – The Only Place
Broken Social Scene – Almost Crimes
Edward Sharpe & The Magnetic Zeros – Home
Foxygen – Shuggie
Freelance Whales – Hanna
Kings of Convenience – I’d Rather Dance With You
Little Joy – Next Time Around
M. Ward – Sweetheart
Novos Baianos – Tinindo Trincando
Passion Pit – Take a Walk
Poolside – Just Fall In Love
Real Estate – Easy
She & Him – In the Sun
SILVA – A Visita
Sufjan Stevens – Come On! Feel the Illinoise!
The Weepies – I Was Made For Sunny Days
The Young Veins – Take a Vacation!

PS: O cara de High Fidelity faz listas e não mixtapes, mas valeu a referência

Download da mixtape.

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Review: Everything Everything – Arc

Senhoras e senhores, eis que surge o primeiro grande álbum de 2013! Nem dez dias no ano e já apareceu pela internet o segundo trabalho do Everything Everything, e, basicamente, Arc mostra os britânicos dando um belo chute na síndrome do segundo disco.

Everything Everything - Arc

Lá em 2010 o Everything Everything lançou o disco Man Alive, fazendo um baita sucesso pela Europa com um indie rock meio esquisitão, daquele tipo que parece ter sido influenciado por uns dez estilos musicais diferentes, cheio de batidas interessantes e vocais meio bizarros de Jonathan Higgs. Agora pegue tudo isso e coloque um pouco mais de capricho musical e alma na composição, assim Arc já desbanca como primeiro vício do ano.

O som da banda segue único e com um estilão bem interessante, e chama a atenção como já num segundo trabalho o Everything Everything consegue fazer um disco de 13 boas faixas. É como o nome diz, um arco, que parece montado perfeitamente numa sequência que começa nas geniais “Cough Cough” e “Kemosabe”, vai ganhando mais tons dançantes no meio do caminho, consegue colocar até faixas cheias de violinos ou banjos como “Duet” e “Feet For Hands” sem quebrar o ritmo e encerra em baladas sensacionais como “The Peaks” e “Don’t Try”. É uma grande mistura que faz sentido. A faixa que abre o disco já dá uma impressão do tom que ele terá, começando com Higgs falando “Yeah, so… Wait a second”, para depois explodir bradando “But I’m coming alive, I’m happening now”. Dá até pra fazer um comentário ruim envolvendo “arco” e o álbum ser “redondo”, mas melhor não. De qualquer jeito, Arc é um daqueles discos que você consegue ouvir no repeat por várias vezes, sem nem perceber os seus quase 50 minutos de duração.


A estranha e viciante “Kemosabe”, só um dos vários estilos com que o o Everything Everything brinca em Arc.

É uma banda bem difícil de comparar, mas o indie presente em Arc deve talvez sair de uma mistura entre bandas tipo Alt-JTwo Door Cinema Club e The Maccabees. É um disco gostoso de ouvir, mas ao mesmo tempo causa uma estranheza boa (?), quase que uma confusão ao não ver obviedades no som. Vale muito bem como primeira grande dica do ano, tanto para quem não conhece a banda, como para quem já ouviu Man Alive. E para esse último grupo, garanto que Arc é melhor ainda.

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Olá.

Oi, é aqui que eu me explico? Sim? Ok.

Bom, primeiramente acho bom deixar claro que esse não é um blog de moda (ao menos eu acho. ainda não tenho muita certeza do que vai aparecer por aqui). E essa nem é a única mentira presente nessas três palavras que compõem o nome do blog. Meu nome não é exatamente Luke – mas também atendo por ele -, e as atualizações não serão diárias. Aliás, essa última é um dos motivos da existência disso aqui também. Mas vamos com calma.

Em teoria, estou aqui para juntar em um só espaço algumas coisas que possuem grande relevância na minha vida. O gosto pela escrita e o vício/paixão por música, cinema, tv, literatura e afins. A ideia desse blog já surgiu faz tempo, mas nunca tomou forma pela falta de tempo e empenho deste que vos fala. A falta destes itens ainda existe, mas acho válido citar que estas duas ausências também fazem parte da criação do blog, afinal aqui a dedicação pode ser esparsa e sem prazos. Mas vou tentar o meu melhor.

Tenho a mania de relacionar músicas com qualquer coisa na minha vida, portanto mesmo que sem intenção, é bem provável que o conteúdo que irá surgir por aqui tenha às vezes mais a ver comigo do que com o assunto tratado, mas isso já é outra história. Por hora, acho que só resta dizer que finalmente ter decidido começar isso aqui bem em Janeiro não é alguma resolução de ano novo ou coisa do tipo, é mais para depois poder dizer que não passei another summer wasting, que nem fala aquela música do Belle & Sebastian.

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