Mixtape: words i don’t remember

R&b, chill, downtempo, dream, etc.

Só clicar na imagem.

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Tracklist
Glass Animals – Gooey
Chet Faker – To Me
Twin Shadow – Tyrant Destroyed
BANKS – Bedroom Wall
Wet – No Lie
How To Dress Well – Words I Don’t Remember
Twin Shadow – I Don’t Care
Nylo – Cocaine Hearts
Drake – Too Much (feat. Sampha)
FKA twigs – Papi Pacify
James Blake – Take a Fall For Me (feat. RZA)
Active Child – Silhouette (feat. Ellie Goulding)

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Os 15 melhores discos nacionais de 2013. Eu acho.

2013 foi um ano bem legal pra música brasileira, mesmo com o já usual turbilhão de chorume que o mainstream nacional nos proporciona.

Como prometido, abaixo o que acho ser a lista dos 15 melhores discos que saíram do nosso Brasilzão esse ano (sem notinhas explicativas como a dos internacionais não por preconceito, mas preguiça mesmo).

PS: Dois da lista são EPs, mas merecem a presença aqui.

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Mixtape: free your mind

Pronto, pode fechar os olhos e esquecer da vida um pouco. O ano acabou e está tudo bem.

Só clicar na imagem (ou fazer o download).

mixtape #04

Tracklist:
Unknown Mortal Orchestra – So Good at Being in Trouble
Snakehips – On and On
Toro y Moi – Cake
The Internet – Dontcha
Washed Out – Don’t Give Up
Cut Copy – Feel The Love
Metronomy – The Look
Holy Ghost! – Changing of the Guard
Jagwar Ma – Come Save Me
Mac Demarco – Ode To Viceroy
Tame Impala – Prototype (Outkast cover)
Nujabes – Reflection Eternal
Blood Orange – On The Line
Chet Faker – Cigarettes and Chocolate
Cut Copy – Walking In The Sky

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Os 20 melhores discos internacionais de 2013. Eu acho.

Quem não ama fazer uma lista, não é mesmo? Todo final de ano vem aquela enxurrada, você leva uma ou outra em consideração, xinga todas, etc. Mas listar as suas obras musicais favoritas do ano é uma experiência divertida e bizarra, porque certamente a lista que você fizer hoje já não vai parecer tão certa assim na semana que vem. Essa é a graça.

De qualquer jeito, abaixo está o que acho ser a minha lista dos 20 melhores discos internacionais lançados nesse bonito ano de 2013. Não coloquei os nacionais no meio porque teve muita coisa boa aqui também e não queria fazer uma lista gigante. Se não tiver muita preguiça faço uma só dos nacionais. Quem sabe.

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I lived in books more than I lived anywhere else #01

Todo mundo tem coisas para fazer. Algumas pessoas trabalham até tarde em uma agência de propaganda, escrevendo anúncios enquanto sonham com a gravação do primeiro álbum de sua banda de rock. Outras calculam quanto dinheiro é necessário para fazer um curso de cinema no exterior e, ao mesmo tempo, sentem uma pontada no coração com a simples possibilidade de ficar longe de seus namorados. E tem aquelas que apenas vivem um dia atrás do outro, procurando seu destino em empregos e amores sem perspectivas.

– E você? – Júlia pergunta. – Você não tem coisas para fazer?
– Tenho que parar de fumar, tentar ser menos dramático em relação à vida e, sei lá, me dedicar ao jornalismo.
– Você é jornalista?
– Tento.
– E é isso o que você quer fazer da vida?
– Não sei.
– Não sabe?
– Não sei, Júlia. Só tenho duas certezas do que quero fazer nesta vida: ouvir música e escrever.
– Escrever sobre o quê?
– Sei lá. Escrever. Só isso.

(trecho de Clube dos Corações Solitários, de André Takeda)

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Mixtape: with tired eyes, tired minds, tired souls, we slept

Oceans,
emotions,
ships, ships,
and other relationships,
keep us going
through the fog
and wandering mist.

What is it
that I missed?
(Leminski, 1987)

Passar o dia de frio, chuva e vento olhando para a parede. Não é necessariamente triste, no fim tem uma esperança.

Só clicar na imagem (e, se quiser um clima melhor, aqui também)

mixtape #3

Tracklist:
Neil Halstead – Digging Shelters
Flowers From The Man That Shot Your Cousin – The Branch
Bon Iver – Blood Bank
Yo La Tengo – Tears Are In Your Eyes
Agridoce – Epílogos
Antony and The Johnsons – Hope There’s Someone
The National – Without Permission
Beck – Everybody’s Gotta Learn Sometime
momo – Cadafalso
Joshua Radin – Winter
The Microphones – I Felt Your Shape
Iron & Wine – Each Coming Night
Stephen Hudson – Sunday Song
Cat Power – Colors and the Kids
The National – Think You Can Wait
Liars – The Other Side of Mt. Heart Attack
American Football – The One With The Wurlitzer
Hidrocor – Fim

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É a alegria indo de caso com a saudade.

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Wado – Vazio Tropical

Delicadeza é um termo difícil de descrever na arte. Ele se torna amplo e variável de acordo com a percepção do ouvinte ou espectador e pode tomar a forma de elogio ou crítica. A delicadeza pode aparecer com floreios, da forma que a música acostumou-se a apresentá-la, cheia de toques que gostamos de chamar de “fofos” ou “bonitinhos”. É raro encontrarmos uma obra de delicadeza crua, simples e sincera. É dessa delicadeza quase poética que está carregado Vazio Tropical, o sétimo disco do catarinense radicado em Alagoas Wado.

O tempo vai dar uma melhor dimensão à importância desse mais recente trabalho de Wado, mas a impressão que fica ao ouvir Vazio Tropical hoje é que este é um disco atemporal, definidor de uma geração da MPB brasileira que de certa forma carece de ídolos. Doze anos após o lançamento de Manifesto da Arte Periférica, seu primeiro trabalho, Wado volta em 2013 com uma carreira cheia de projetos diversos, experimentando todos os estilos dentro da música brasileira.

Não tão conhecido entre o público, o cantor leva no mundo da música o título de ser um dos mais importantes artistas independentes do país, e em Vazio Tropical reúne artistas de diferentes fases da música nacional. Produzido por Marcelo Camelo – vocalista do Los Hermanos, uma das bandas mais importantes que o Brasil já criou –, o disco conta ainda com a participação do cantor Momo, de carreira similar à de Wado; e dois rostos famosos da chamada “nova MPB”, Mallu Magalhães e Cícero.

Vazio Tropical traz no nome a ideia poética que confirma musicalmente. Aqui, Wado confronta a música tropical animada, de instrumentos altos e alegria contagiante. O vazio tropical é a solidão do dia seguinte à animação, é o vazio do dia sol, não do dia cinza. É o vazio de uma solidão que rima com aceitação, que já dá as caras na faixa inicial do disco “e segue os mendigos nas multidões / Já são tão normais que nem mais emocionam”; e tem numa simples frase da canção Rosa o resumo da beleza delicada e profunda que canta: “vai doer, mas depois vai passar”.

A produção de Marcelo Camelo é evidente no disco, lembrando bastante o trabalho derradeiro da sua banda, “4”, de 2005. O instrumental é sutil, aparecendo aos poucos e nunca com toda sua força de uma vez só. As músicas são construídas de forma crescente, com momentos levados só ao som de um violão, com um trombone aparecendo de vez em quando, um vibrafone em outro momento; assim criando uma harmonia singela que acompanha a voz de Wado.

Com uma carreira repleta de experimentos musicais, é bonito ver como em Vazio Tropical Wado utiliza sua experiência para, de forma simples, transmitir tudo aquilo que sempre quis. É muito mais difícil ser profundo e poético de uma forma direta e leve e, nesse álbum, Wado consegue ter sucesso nessa tarefa. A música ganha um significado pessoal completamente novo quando o ouvinte se relaciona emocionalmente com ela e, ao evocar essa solidão que pinta a imagem de um cais abandonado num dia de sol e vento, a música consegue transmitir as sensações, como em Zelo, quando Wado e Cícero cantam “é a alegria indo de caso com a saudade”.

Com 11 músicas e 28 minutos de duração, Vazio Tropical pode ser considerado um álbum curto, mas isso não o impede de passar sua mensagem. A canção final, que dá nome ao disco, é somente instrumental e traz uma espécie de gancho que pede uma nova audição do álbum. É uma obra homogênea que em momento algum perde o seu clima. Seja falando de carne ou de flores, de tristeza ou de momentos em que está “tão feliz a ponto de explodir”, Wado é, em Vazio Tropical, um poeta de todos nós, acessível e profundo, enchendo esse vazio com uma beleza incomparável.

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